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Poluição proveniente dos gases | A Graça da Química
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POLUIÇÃO GASOSA

Um dos grandes problemas da humanidade é a fragilidade do nosso meio ambiente. As florestas desaparecem a uma velocidade alarmante e, pouco a pouco, a camada de ozônio está sendo destruída. Onde estaria a origem dos atuais problemas ambientais? No estilo de vida das nações industrializadas? Na própria industrialização sem maiores preocupações com a natureza? Quais as principais fontes poluidoras da atmosfera e o que representam para a vida? São indagações que afligem o planeta e que estudaremos a seguir.

Antes, porém, precisamos saber que atmosfera é a camada de ar de aproximadamente 700 quilômetros de espessura que rodeia o globo terrestre. O ar é uma solução gasosa que contém partículas sólidas e líquidas em suspensão.

Até uma altura de 25 quilômetros, os componentes podem ser classificados em dois grupos. O primeiro é formado por uma mistura chamada de ar seco. O ar seco tem uma composição praticamente constante de nitrogênio, oxigênio e gases nobres.

O segundo grupo de componentes do ar é formado por proporções variáveis de gases: vapor de água, dióxido de carbono e outros de procedência industrial. Variam também as quantidades de líquidos, como as gotas de água e de sólidos   como cristais de gelo   que, em conjunto, constituem as nuvens. Pode haver também partículas sólidas procedentes das combustões produtoras de fumaças, areia trazida dos desertos pelo vento e pequenos cristais desprendidos do mar.

 As principais fontes poluidoras da atmosfera

Quando o homem suja o céu, ele ameaça sua saúde e o meio ambiente. Às vezes essa agressão é invisível, como a destruição da camada de ozônio ou da chuva ácida que cai na Terra, matando peixes, plantas e lagos. Outras vezes bem perceptível como as fumaças que envolvem várias cidades do mundo.

Esses problemas originam se da maneira como nós usamos mal a energia, porém a energia não é a única culpada. Dois exemplos ilustrativos são a camada de ozônio   que está sendo destruída pelas químicas dos clorofluorcarbonos   e o efeito estufa   que piora com o desmatamento.

Entretanto, temos as soluções para esses problemas, porque fomos nós que os criamos. A conservação de energia, leis que obrigassem padrões de limpeza de ar, acordos internacionais visando à redução da poluição, já que o ar poluído não pára na fronteira de um país, filtros nas indústrias, catalisadores nos automóveis e outras soluções criativas podem e deveriam ser adotadas.

O motor dos automóveis é um dos agentes poluidores do ar. Ele produz monóxido de carbono (CO)   um gás inodoro e altamente prejudicial que provoca sonolência, letargia, dores de cabeça e crises de angina   e também hidrocarbonetos e óxidos nitrogenados (NO) e, sob a influência da luz do Sol, o ozônio (O3) de baixa atmosfera, um agente irritante que é o principal responsável pelo efeito smog (estado coloidal adquirido pela atmosfera do ambiente afetado em decorrência do efeito estufa).

O chumbo adicionado à gasolina para melhorar seu desempenho, também é uma ameaça   níveis excessivos dele na atmosfera podem danificar o cérebro e o sistema nervoso.

As usinas elétricas movidas a carvão e as fábricas que usam combustíveis fósseis emitem dióxido de enxofre (SO2) e óxido de nitrogênio que, combinados à umidade atmosférica, c iam a chuva ácida   ácido sulfúrico ou nítrico diluídos  , principal precipitação atmosférica dos poluentes industriais, embora também possam ocorrer outras na forma de depósitos secos   cinzas.

 

A destruição da camada de ozônio

A atmosfera foi dividida arbitrariamente em zonas mais ou menos definidas. São elas exosfera, termosfera, mesosfera, estratosfera e troposfera. A estratosfera fica a cerca de 50 quilômetros de altura.

Nela está a camada de ozônio. O Sol envia sua luz e seu calor à Terra. Sem ele, nosso planeta seria escuro e gelado. As radiaçõeseletromagnéticas   energias que não precisam de suporte material para sua propagação   são o veículo utilizado pelo Sol para transportar a energia até nós. O Sol não envia apenas as duas radiações mais úteis, a infravermelha e a visível, mas também umas mistura de radiações, algumas delas nocivas à vida. A energia do Sol é parcialmente absorvida e refletida pela atmosfera. Se toda a energia solar chegasse à superfície, a vida não existiria.

Ainda que o ozônio da camada inferior da atmosfera seja um poluente, na estratosfera ele nos é benéfico. O ozônio   um componente secundário da atmosfera   situado a uma altura entre 25 e 30 quilômetros de altitude, protege contra a ação nociva dos raios ultravioleta, deixando passar apenas uma pequena parte deles, que se mostra útil, Ou seja, filtra a radiação ultravioleta nociva do Sol, que pode causar câncer de pele e catarata, além de danificar plantas.

A camada de ozônio que nos protege é formada assim: o oxigênio molecular (O2) das altas camadas atmosféricas é atacado pelos raios ultravioleta procedentes do Sol e divide se em oxigênio atômico (O) para formar o ozônio (O3). Em condições normais, o equilíbrio entre as quantidades de oxigênio e ozônio e a intensidade das radiações mantém se perfeito.

Desde os anos 70, têm surgido buracos na camada de ozônio, sendo responsabilizados por isso os clorofluorcarbonos (CFCs) gases artificiais não tóxicos nem inflamáveis, muito estáveis, que têm um bom comportamento como gás de refrigeração, gás expelente de aerossóis (desodorantes, lacas, inseticidas) e embalagens de isopor.

Os gases liberados concentram se na parte superior da atmosfera, onde se decompõem em gás clorídrico, que destrói o ozônio. O desenvolvimento de substitutos seguros não tem acompanhado a necessidade de uma rápida desativação da produção de CFCs. Mesmo se toda a produção fosse proibida imediatamente, o meio ambiente levaria séculos para voltar aos níveis dos anos 70 e estima se que até 2050 para cair ao nível de 1985.

Portanto, ao usar clorofluorcarbonos, conhecidos como CFCs, o homem está destruindo a camada de ozônio, além de contribuir com 15% para o efeito estufa.

O aquecimento global: o efeito estufa

A luz solar atinge a atmosfera   na forma de radiação de ondas curtas viajando facilmente por ela e pelos gases do efeito estufa. Cerca de 25% da energia do Sol é refletida de volta para o espaço, outros 25% são absorvidos pela atmosfera e cerca de 5% é imediatamente refletido para fora da Terra. Os 45% restantes aquecem nosso planeta.

Das radiações solares que atravessam as diferentes zonas da atmosfera, parte é refletida, outra é absorvida e uma outra menor atinge a superfície terrestre. Uma vez aqui, parte é absorvida e outra é novamente refletida em direção do espaço. Boa parcela dessa radiação é devolvida a Terra por alguns gases, denominados gases do efeito estufa, que são responsáveis pela manutenção da temperatura da superfície terrestre e da vida sobre o planeta.

Os gases do efeito estufa assemelham-se ao vidro de uma estufa. Permitem a radiação solar, mas não a saída do calor produzido.

Muitos cientistas acreditam que a emissão de gases produzidos pela queima de combustíveis fósseis (especialmente dióxido de carbono) causa um aquecimento gradual do planeta   o chamado efeito estufa   prendendo, do mesmo modo que o vidro de uma estufa, o calor que normalmente escaparia para o espaço. Com isso, as temperaturas médias da Terra aumentaram cerca de 0,5ºC no último século.

Com o clima mais quente, é provável que as calotas polares liberarão mais água para os oceanos, elevando os níveis do mar em todo o mundo, inundando cidades costeiras e contaminando, com sal, a água fresca próxima das costas.

Pode haver, também, mais seca, mais fome em massa e ocorrer um aumento dos furacões devido ao aquecimento dos oceanos tropicais.

Fonte: COBRA – Colégio Brasileiro de Suplência a Distância

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