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Scheele e o Oxigênio | A Graça da Química
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Desde que as descobertas científicas passaram a ser regularmente reportadas em periódicos especializados – o que começou em fins do século XVII –, a “luta” entre autores de um lado e assessores e editores do outro se estabeleceu, com frequentes episódios tragicômicos. Até então, as descobertas e especulações científicas mais recentes eram divulgadas por meio de comunicações orais, cartas particulares entre pesquisadores, manuscritos e livros.

Com a organização das primeiras sociedades científicas, a publicação impressa de transactions e memoirs tornou-se comum. Esse tipo de publicação trazia trabalhos das mais variadas áreas do conhecimento. Contudo, com o aumento do volume do conhecimento científico produzido – ou, ao menos, com o aumento do número de papers –, ocorrido a partir do século XVIII, esse tipo de publicação tornou-se mais e mais inadequada, iniciando-se o surgimento de periódicos especializados por áreas de conhecimento. Os primeiros periódicos dedicados exclusivamente à química foram publicados por Lorentz von Crell (1744-1816).

Mesmo em se tratando de publicação através de livro, episódios desagradáveis costumavam (e costumam) acontecer, Um desses episódios envolveu Scheele e sua descoberta do oxigênio.

Carl Wihelm Scheele nasceu, em 9 de dezembro de 1742, em Stralsund, região da Pomerânia, que pertencia, então, à Suécia. De família numerosa e de poucas posses, uma educação formal estava fora das possibilidades de Scheele, e assim, aos quatorze anos, ele tornou-se aprendiz de farmacêutico. Sendo autodidata, adquiriu muito do seu conhecimento científico por conta própria, incluindo-se química. Seria farmacêutico durante toda a vida, mantendo-se dedicado à pesquisa, jamais tendo desejado qualquer cargo em uma Universidade.

Scheele descobriu toda uma série de novos ácidos, entre eles o ácido tartárico, o ácido cítrico, o ácido láctico e o ácido úrico. Num procedimento hoje em dia altamente condenado, Scheele tinha o hábito de investigar aquilo que chamamos de propriedades organolépticas dos compostos, cheirando-os e degustando-os, a fim de melhor caracteriza-los. Foi isso o que fez com ácido fluorídrico e o cianeto de hidrogênio. Especula-se que sua morte prematura aos 43 anos, em 21 de maio de 1786, tenha sido causada por esse nada salutar hábito.

Em química inorgânica, além do ácido fluorídrico descobriu os ácidos nitrosulfônico, molíbdico, túngstico, fluorosilícico e arsênico. Preparou aurina e arsenita de cobre (arsenato de cobre de fórmula CuHAsO4, conhecido como “verde de Scheele”). Scheele conseguiu, ainda, ainda isolar a lactose do leite, e a glicerina do óleo de oliva.

Para a química analítica Scheele também daria significativas contribuições, desenvolvendo um método para separar ferro e manganês dos seus minérios, tendo ainda descoberto o sulfato ferroso amoniacal, entre outras contribuições.

Para a espectroscopia, Scheele daria significatica contribuição ao descobrir que o escurecimento provocado pela luz sobre o cloreto de prata era mais intenso se fosse incidida a porção violeta do aspectro sobre a amostra, e mesmo a porção escura após a violeta (ultravioleta).

Scheele esteve ligado à descoberta de sete novos elementos, não tendo, contudo, levado o crédito por nenhuma dessas descobertas. Assim foi com o oxigênio. Tendo preparado, isolado e estudado o oxigênio em 1771 (três anos antes de Priestley, portanto) Scheele reportou sua descoberta em livro. Chemische Abhandlung von der Luft und Feuer (Observações Químicas e Experimentos sobre o Ar e o Fogo) veio à tona. Priestley, o primeiro a publicar, ficou com o crédito.

Sabe-se que Scheele sempre abdicou da chamada vida social para dedicar-se integralmente à pesquisa científica. Como disse Baltazar Gracián, o sábio se basta a si mesmo.

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